Sobre o balcão frio e a companhia de um café percebo-me sozinho
A rua passa tão rápida e o céu parece estático
Aspectos belos do caos
Fantástico e extra ordinário
As pessoas passa e me cumprimentam
-É um saco parecer o mesmo o tempo todo
Penso-me tão longe disso
Descobri que sou filho adotivo disso tudo
-Foi eu que me doei
Vi alguns amigos hoje, eles fizeram-me lembrar de coisas que poderiam ser esquecidas
Passei por onde era e recomendei que deveríamos esquecer quem éramos
No processo também perdi algumas coisas
-Talvez na hora certa
Gostaria que passasse algo por aqui que não tivesse nome
Algo não acontecido, um nem foi e nem poderia Ter sido
Um espaço sem antepassados e anti futuros
-Antes de antes ou anti
Quero aquelas coisas ali jogadas
São o que ninguém quer mais
Quero tocar o que acho não saber
Uma timida ânsia, uma virgindade experiente
Desconquistar-me em uma resistência ativa de fugir do continente
Quero um culto ao romance, e não tiver mais tarde
Quero a tarde no espaço e não o tempo passando
-O café acabou...
ASS: FÊ
lipão/fê escreveu às
12:18:00 PM -