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Segunda-feira, Agosto 16, 2004

ecologia mental

QUESTÕES RELATIVAS A ECOLOGIA MENTAL

Guattari aponta para a necessidade de reinventar as nossas relações intrapessoais "com o corpo, com o fantasma (inconsciente), com o tempo que passa, com os ?mistérios? da vida e da morte", procurando "antídotos para a uniformização midiática e telemática, o conformismo das modas, as manipulações da opinião pela publicidade, pelas sondagens etc". Deixa claro que maneira de reinventar a singularidade está mais para a arte do que para a ciência quando afirma "os profissionais ?psi?, [estão] sempre assombrados por um ideal caduco de cientificidade".
Privilegia a subjetividade quando diz que "nada nesses domínios está sendo tratado em nome da história, em nome de determinismos infra-estruturais!" Guattari critica a forma como "aqueles que dela se ocupam na prática ou na teoria em geral só a abordam usando luvas, tomando infinitas precauções, cuidando para não afastá-la demais dois paradigmas pseudocientíficos tomados de empréstimo, de preferência às ciências duras". E esclarece que lhe parece "urgente desfazer-se de todas as referências e metáforas cientistas para forjar novos paradigmas que serão, de preferência, de inspiração ético-estéticas".
Especificamente sobre os Agenciamentos de enunciação usados para modular nossa subjetividade, coloca a necessidade de "desenraizá-los de seus vínculos pré-estruturalistas com uma subjetividade totalmente ancorada no passado individual e coletivo". Na ordem do dia coloca" o resgate de campos de virtualidade ?futuristas? e ?construtivistas?", dizendo que "o inconsciente permanece agarrado em fixações arcaicas apenas enquanto nenhum engajamento o faz projetar-se para o futuro". Diferente de uma perspectiva clínica ou de laboratório diz que "essa tensão existencial operar-se-á por intermédio de temporalidades humanas e não-humanas". E entende por estas últimas o delineamento, "o desdobramento de devires animais, vegetais, cósmicos, assim como de devires maquínicos..."
Em relação à ética dos profissionais que lidam com a subjetividade Guattari mostra ser "eticamente insustentável" que estes se abriguem "atrás de uma neutralidade transferencial pretensamente fundada [...] sobre um corpus científico".
Em relação ao conjunto dos campos "psi", afirma que este deve se "instaurar no prolongamento e em interface aos campos estéticos". Neste sentido "tudo deveria ser sempre reinventado, retomado do zero, do contrário os processos se congelam numa mortífera repetição. [...] Com tais cartografias deveria suceder como na pintura ou na literatura [...], inaugurar aberturas prospectivas, sem que seus autores possam se fazer valer de fundamentos teóricos assegurados pela autoridade de um grupo, de uma escola, de um conservatório ou de uma academia..."
"As relações da humanidade com o socius, com a psique e com a natureza tendem, com efeito, a se deteriorar cada vez mais, não só em razão de nocividades e poluições objetivas, mas também pela existência de fato de um desconhecimento e de uma passividade fatalista dos indivíduos e dos poderes com relação a essas questões consideradas em seu conjunto". Acusa o estruturalismo e o pós-modernismo de acostumar-nos a uma passividade acrítica e "a uma visão de mundo que elimina a pertinência das intervenções humanas que se encarnam em políticas e micropolíticas concretas". Incrimina "a cegueira quanto ao caráter falacioso da compartimentação de alguns domínios do real", por injustamente "separar a ação sobre a psique daquela sobre o socius e o ambiente". E é categórico ao afirmar que "a recusa a olhar de frente as degradações desses três domínios, tal como isto é alimentado pela mídia, confina num empreendimento de infantilização da opinião e de neutralização destrutiva da democracia. Para se desintoxicar do discurso sedativo que as televisões em particular destilam, conviria, daqui para frente, apreender o mundo através dos três vasos comunicantes que constituem nossos três pontos de vista ecológicos".
"Mais do que nunca a natureza não pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar ?transversalmente? as interações entre ecossistemas, macanosfera e Universos de referência sociais e individuais. [...] as telas de televisão estão saturadas de uma população de imagens e de enunciados ?degenerados?".
"Não somente as espécies desaparecem, mas também as palavras, as frases, os gestos de solidariedade humana. Tudo é feito no sentido de esmagar sob uma camada de silêncio as lutas de emancipação [...]".
"Em todos os lugares e em todas as épocas, a arte e a religião foram o refúgio de cartografias existenciais fundadas na assunção de certas rupturas de sentido ?existencializantes?. Mas a época contemporânea, exacerbando a produção de bens materiais e imateriais em detrimento da consistência de Territórios existenciais individuais e de grupo, engendrou um imenso vazio na subjetividade que tende a se tornar cada vez mais absurda e sem recursos. [...] O capitalismo tende, cada vez mais, a descentrar seus focos de poder das estruturas de produção de bens e de serviços para as estruturas produtoras de signos, de sintaxe e de subjetividade, por intermédio, especialmente, do controle que exerce sobre a mídia, a publicidade, as sondagens etc".
Guattari considera importante que ao estabelecer seus pontos de referência cartográficos, "as três ecologias se desprendam dos paradigmas pseudocientíficos", não só pelo grau de complexidade das entidades consideradas, mas fundamentalmente pelo fato de que "no estabelecimento de tais pontos de referência está implicada uma lógica diferente daquele a que rege a comunicação ordinária". Justifica que "enquanto que a lógica dos conjuntos discursivos se propõe limitar muito bem seus objetos, a lógica das intensidades, ou a eco-lógica, leva em conta apenas o movimento, a intensidade dos processos evolutivos. O processo, que aqui oponho ao sistema ou à estrutura, visa à existência em vias de, ao mesmo tempo, se constituir, se definir e se desterritorializar. Esses processos de ?se pôr a ser? dizem respeito apenas a certos subconjuntos expressivos que romperam com seus encaixes totalizantes e se puseram a trabalhar por conta própria e a subjugar seus conjuntos referenciais para se manifestar a título de indícios existenciais, de linha de fuga processual..."
"Em cada foco existencial parcial as práxis ecológicas se esforçarão por detectar os vetores potenciais de subjetivação e de singularização. [...] uma desterritorialização suave pode fazer evoluir os Agenciamentos de um modo processual construtivo".

lipão/fê escreveu às 10:22:00 AM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

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LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

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