Eu vim aqui para dizer que eu tô indo
Que amanhã logo quando o sol nascer sairá meu trem
E lá estarão meus novos amigos que você nem se quer os conheceu
E lá estão meus novos sonhos que você nem se quer pensou em sonhar
-Aliás quanto tempo faz que você esta aqui?
Você está a tanto tempo vivendo com essas ferramentas, que já acha que é uma delas
Você produz esses raios e nem sabe por que deve fazelos
você machuca as pessoas mesmo não querendo, por que acha que tem que ser feito
Criou uma ilusão bi-dimensional
Escravisou-se na dependencia do jogo do sim ou não
Que escolhas são essas?
O que fez você achar que estas coisas significavam? Os simbolos?
Agora você viaja sem parar sentido aquela paissagem
Aquele quadro que pintou
Você é um garoto e são mais de 70 anos nas costas
E segue anestesiado cantando aquela música ansestral
Você não procurou um desvio, nem se quer um retorno
Você atravessará a tela e encontrará um penhasco e cairá na cama da casa dos seus pais
O nível da bebida vai baixando no copo
É a ampulheta desse encontro
Enquanto isso vamos rasgando nossas faces para que caibam as mascaras
É bom que não haja nenhuma expressão,
Se haver, é bom que não se entenda a lágrima
Depois da conta, não cobrarei as trocas e nem o que foi doado demais
E não esqueceremos de levar nossas cabeças como lembranças
Você pindurará na parede de sua casa e deixará encher de pó
E eu guardarei a sua na gaveta junto aos cartões de natal.
ass: Felipe
lipão/fê escreveu às
3:03:00 PM -