A psicanálise considera a obra de arte como produto de um processo de transformação de impulsos e de desejos que se originam no inconsciente. A energia instintiva é que ativa esse processo de transformação, está expressa nela e é descarregada por ele. A música é considerada como uma espécie de gratificação libidinal. Esta visão parece ser valida tanto para a atitude musical criativa quanto para a audição passiva .
" Música aumenta o prazer narcisico ( criança ) reanima como uma autentica gratificação da libido do que como um processo intelectual"
A estrutura musical é ouvida como uma espécie de transformação de desejos latentes. O psicanalistas fazem analogia ao sonho, fantasia e chistes. Para eles a música é equivalente aos conteúdos manifestados pelo sonho e pode ser analisada e compreendida pelas tecnicas que são aplicadas na interpretação do sonho e do chiste e/ou ato falho.
Supõe ?se facilmente que em música, talvez mais do que em outros campos de criação artística a pessoa esteja apta a projetar os seus desejos mais profundos de maneira simbólica e torna-los então, aceitáveis ao ego.
Enquanto as teorias sobre as da música ( para quem a credita que a música serve para alguma coisa) embora estão dentro da teoria de Freud e seu esquema conceptual existem duas ramificações principais:
a teoria que considera a música como um estimulo esterno, despertando diversas reações da parte do aparato físico. A maior parte dessas teorias considera que as reações à música seja uma regressão temporária
outra considera a atividade musical como algo ativo, servindo como meio de defesa contra uma determinada ameaça ou perigo ou como algo para se alcançar uma situação de domínio da causa. A música nesse caso, é concebida como mais do que um estimulo externo. Ela se torna ativa enfrentando a parte do ego na consecução de certos objetos. Há uma diferença de opinião no que se refere ao objetivo a ser atingido pela música.
Como prática terapêutica:
Afirma Wright e Presley (1972. 26 ):
" A música deve ser usada para mergulhar em sua mente inconsciente e trazer aspectos de si mesmo para ser conhecido, seus sentimentos e alguns dos complexos que estão escondidos dentro dele"
acredita que estes objetivos passam ser alcançados pelas possibilidades de comunicação da música, conforme já dito.
Os métodos consistem numa técnica de improvisação na qual o paciente toca variados instrumentos não necessitando de técnica para toca-los. A principal força da música nesse contexto é que ela é considerada como um veiculo para a auto- expressão emocional. A catarse é valorizada pois é vista como gozo ( realização sexual )
" A música é um recipiente do qual as tensões das emoções são despejadas, de modo que o efeito catártico conduza à profunda paz, harmonia e relaxamento que todos buscamos"
É importante que se pense ( tornar consciente ) as causas do desprazer e descobrir outros caminhos possíveis para lidar com a situação. Essa parte do processo terapêutico poderia ser considerada como fortalecimento geral da estrutura psicanalitica de referência onde paciente é encorajado a rabiscar musicalmente. Afirma-se que a música se assemelha em sua forma as estruturas da experiência e conflitos inconscientes, ela deve ativar os conflitos de acordo com as regras de associação tal como facilita a expressão direta ou indireta do nível pré consciente e/ou consciente.
lipão/fê escreveu às
9:58:00 AM -