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Terça-feira, Julho 06, 2004

Pensamento Complexo ( o fim )

A atitude clinica

Como a impregnação pelo pensamento complexo pode informar a atitude, o modo de ser do analista diante do analisando?
Ao longo da trajetória a picanalítica podemos perceber que após o conceito inaugural de cunho fortemente polarizado e determinista, o conceito vai se expandindo e até diluindo-se numa teia complexa de sentidos possíveis. Tomando a transferência como exemplo, a psicanálise freudiana ( positivista) diz que que o paciente vive com o analista uma situação traumática ( real ou imaginária ) do seu passado ( sexualidade infantil ). Freud buscava então a compreensão e cura do sintoma por meio de uma causalidade determinista e a recuperação da história regressa.
A psicanálise tradicional pressupõe uma relação assimétrica como condição de um processo, o analisando que não sabe de si e o analista que sabe do outro. Acredito que o terapêutico passa por uma relação simétrica, onde analista e analisando se encontram como seres humanos iguais, acima das diferenças continentes, na compreensão de uma configuração emocional que interessa a ambos. A relação terapeutica parte do momento em que nós nos desapegamos de nós mesmos e nos sentimos partes halográficas de um todo maior, é um processo de desidealização não só do analista, mas da dupla e principalmente de sua auto-imagem narcísica.
Na prática, um momento transferencial se da o tempo todo até quando se fala de coisas aparentemente comuns, a ?rede? está sempre criando sentidos e isto independe do analista fazer silêncio ou fazer uma pergunta.
Se pensarmos no inconsciente-consciente como um continuo multi-dimensional, um gradiente de diferentes modos de ser, podemos imaginar como uma peça teatral, um tema emocional pregnante que esta sendo montado em inúmeros palcos simultâneos.
É importante que a resolução seja mutua e solidária que se construa junto um caminho, quando analista e analisando se sentem parte de um processo que o espelha , fundamental para a desidealização mutativa. uma construção compartilhada desra-cionalizadora.
Dou ênfase no medo. Dentro da teorização psicanalítica tem um papel predominante, tanto que é conceituado em suas mais variadas nuances; pânico, paranóia, fobias, angustia, ansiedade, terror, defesa e etc... acho que a indispensável vantagens de precisar das sutilezas terminológicas implica no risco paradoxal de ocultar o próprio medo. Poder dizer: Eu estou com medo! Para dize-lo temos que ter um ouvinte generoso e confiável, que não lhe diga como resposta: Filho meu não tem medo!. Enfim mantenho naquele ?canto da mente? uma atenção benévola para todos os medos que me envolvem.
A idéia de uma inveja constitucional não me agrada pois pensa primeiro nos sentimentos destrutivos. Prefiro acreditar no prazer, primeiro queremos o gozo pois pré supõe uma relação interpessoal que acredito estar contida na pré ?concepção de humanidade e na mente do bebê ( instinto). Existindo a intenção do prazer logo existe o medo da perda do outro e de si. Aí sim, como conseqüência do medo surge o ódio, a inveja, a destruição, a culpa, mas acontecem ao mesmo tempo, e todos esse nomes de sentimentos são nomes dados somente, pois eles compõe uma complexidade de um único sentimento e/ou pensamento.

referências:

teorema de godel: ( a hipotese do continuo)
morin: a complexidade humana, complexidade e liberdade, introdução ao pensamento complexo e inteligencia da complexidade

...além de outros que estão aí como Freud, Eistein e chaity.

lipão/fê escreveu às 4:07:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

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LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

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