PARTTE II ...CONTINUAÇÃO...
A complexidade é uma visão essencial aos fenômenos elementares da microfisica contemporânea. As ciências de inspirações cartesianas construía suas idéias negando todas as outras usando a ilusão do lógico, do complexo ao simples. Está idéia simplificadora e essa concepção de lógica indeusada não quer esclarecer as coisas por uma totalidade, mas sim provar uma verdade a ser seguida. Não existe uma idéia simples pois uma idéia simples deve estar inserida para ser compreendida, num sistema complexo de pensamentos e experiências qualquer evento, objeto, entidade e realidade discutível é uma abstração de uma totalidade desconhecida e indivisível de movimento fluente.
?Segundo a nova física, sonhamos o mundo. Nos o sonhamos como algo durável, misterioso e visível, onipresente no espaço e estável no tempo. Além dessa ilusão , todas categorias do real e do irreal se esvaem?. ( Igor Bogdanov)
A ciência tradicional se apoia nos três pilares da certeza, que são a ordem, a separabilidade e a lógica. Para ela, esses eram os fundamentos absolutos:
Ordem- o determinismo absoluto tornou-se objeto de uma crença que pode ser vista de maneira religiosa entre os cientistas, por isto se esqueceram de que ela não pode, ser de modo algum, demonstrada
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Separabilidade- conhecer é separar. Face a um problema complicado, dizia Decartes, é preciso dividi-lo em pequenos fragmentos e trabalha-los um após os outros... Na ciência, a separação entre o observador ( senhor do conhecimento) e sua observação.
Lógica- pela indução, com base em números importantes e variados de observações, podia se tirar delas leis gerais. Quanto a dedução, era um meio implacável de conduzir a verdade.
A dificuldade do pensamento complexo é que ele deve afrontar a trama de solidariedade dos fenômenos entre si. A complexidade nos convoca para uma verdadeira reforma do pensamento, semelhante a produzida no passado pelo paradigma copernicano. Mas essa nova abordagem e compreensão do mundo, de um mundo que se auto produz, confere também um novo sentido as ações:
Não divisão do pensar- pensar como tecido junto e respeitar sua tessitura comum, o complexo que forma para além de serem partes.
Imprevissibilidade- o pensamento complexo deve ser capaz de ter uma postura em relação as incertezas
Oposição a racionalização- racionalização e fragmentação de uma totalidade, privilegia os sistemas fechados, não permite o ?sentir? da subjetividade
Obs: os itens acima foram citados por Ignácio Gerber
Devemos não julgar os saberes, as práticas as culturas produzidas pela sociedade humana, pois quando fazemos isso estamos sentados sobre os olhos da moral, e uma realidade que pode-se dizer religiosa. O que devemos fazer é cruza-las, e estabelecer entre elas, comunicações inéditas que nos coloquem em condições de fazer frente às exigências sem precedentes da nossa época.
Gregory Chaity, matemático criador de uma nova teoria de aleatoriedade, na qual afirmava que existiam na matemática ( e em todas disciplinas) as concepções criativas e os detalhes, detalhes seriam a parte operacional que demanda aprofundamento de especialistas e que produz aplicações práticas; esses desenvolvimentos são específicos, mas a concepções criativas podem e devem ser compartilhadas com outras áreas do conhecimento, fertilizando-as e mudando prospectivamente nossa maneira de pensar.
Nenhum nível de realidade constitui um lugar privilegiado a partir do qual possamos pensar e compreender todos os outros níveis de realidade. Um nível de realidade existe porque todos os outros níveis existem ao mesmo tempo.
O modo divisor é familiar, esta predominante em nossa lógica visual consciente, ou naquilo que podemos compreender através dela. Isso determina nossos limites de apreensão imaginária e de nossa percepção de eventos. É uma lógica conhecida.
Já o modo indivisível complexo refere-se a uma outra lógica, não vigora a não contradição, não vigora ordenação de tempo e espaço, nem a negação de partes distintas. Esse pensar será sempre estranho e familiar, um universo de essências potencialmente multidimencionais que escapa os limites de visualização tridimensional.
lipão/fê escreveu às
12:56:00 PM -