A pessoa identificada como vitima- tantas mães!- primeiro pode ser percebida pela sua aparência, pelas linhas do rosto, dos ombros e da coluna encurvada. Esta variante de má postura organiza a maior parte dos chamados processos psicológicos ou interiores do personagem que se sente uma vitima e não conseguem sair da posição de vitima. Posição ou atitude, tanto faz. Algo visível antes que se inicie qualquer dialogo verbal. A atitude da vitima governa primeiro a seleção de estímulos. De regra estamos cercados por muitos objetos e pessoas e acontecimentos. Ninguém percebe tudo o que acontece a cada instante. Dessa massa do acontecer, a vítima extrai tudo o que possa alimentar a sua vitimização. Mostrará uma habilidade por vezes cômica em provar que tudo o que acontece, acaba por prejudica-la, é tudo feito contra ela. Posta no paraíso, onde não há a menor possibilidade de sofrimento, a vitima se sentiria fora de si depois de pouco tempo. Não tendo que se queixar, ela não saberia o que se queixar, ela não saberia o que fazer, desde que ser vitima é seu modo primário no mundo. A atitude de vitima funciona como um conceito ou uma teoria de mundo. Uma filosofia de vida. Tudo o que é captado, elaborado e respondido segundo o mesmo padrão agressivo ( tudo contra mim).
As pessoas quase que invariavelmente negam ou não percebem suas atitudes básicas, e, portanto, não sabem dizer quase que nada a respeito delas e usa os outros projetando seus afetos perturbados. Seus questionamentos verbais correm alto risco de darem imagem marcante falsa do personagem e que normalmente são bem centrado em si mesmo como bebes que precisam ser cuidados o tempo todo. As imagens são ligadas ao que ele supõe, imagina ou deseja de si, e pouco ou nada ligado ao que ele efetivamente faz e é.
lipão/fê escreveu às
9:20:00 AM -