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Quarta-feira, Agosto 18, 2004

CRIMES CONTRA A ECOLOGIA INTERNA

Comecei muito cedo no crime. A tempestade e a ilha já estavam em mim desde a mais remota imagem da infância. Aqueles choros gritados eram um ataque contra o mundo que eu já percebia mais violento do que eu. Também o início de uma ferida que veio de carinho que não vinha; não vinha. Não veio. Penso ainda que algumas palavras sábias poderiam ter mudado a minha vocação involuntária para o crime. Faltou mostrar o lago ao patinho feio. Hoje, tão distante, parece ser tudo tão simples: era só uma questão de quentura no coração, antes que esse se tornasse frio e feroz.
Desde sempre, o meu corpo pagou pela minha infelicidade. Castigo, punição, entre outras estéticas modernas de penitência. Nenhum Deus me impediu de usar tantos poderes bélicos. Usei todos, sabendo que a pior devastação contra a ecologia interna de alguém é optar pela dor, mágoa, solidão, raiva, suicídio e outras úlceras do dia-a-dia. Não há área física que resista a tanta emoção contida. São rios que secam por excesso d'água. (Ah, quanta enchente já rolou dentro de mim! É que simplesmente, sou aquele que mais me faz mal demais. O autor voluntário de todas as minhas agressões ambientais internas).
Sendo o meu corpo o meu planeta terra, e sendo eu caçador de mim, fui extinguindo, ao longo do tempo, os meus animais mais domésticos. Em forma de crianças felizes, lá se foram gatos e cães que poderiam ser amigos dos homens em sociedade e fiéis na casa da solidão. De tão solitário, saíram da jaula animais ferozes e famintos de uma sede e fome de amor, que se manifestaram às avessas: atacando e matando a si e aos outros. Um tipo de ferocidade que esconde e protege a doçura de um animal assustado, que teme novamente não ser visto por aqueles que gostaria de ser amado. Daí que abro os braços como um porco-espinho.
Já ali, na infância, leões, macacos e cobras se manifestavam. Naquele mundo doméstico, esses animais de peso reclamavam por mais espaço e reinado. Mas eu ficava dando voltas no mesmo lugar. Chupando laranja debaixo de uma árvore, com muita sombra. Laranjas que eu descascava, sempre mantendo a casca ligada à fruta, como um cordão umbilical. Até que um dia, acelerei a faca e a casca se rompeu da fruta. Cortei a mão e batizei com o sangue outros brutos guardados em mim. Sim, era preciso conquistar mais espaço. Nós o teríamos, pois eu já tinha a certeza de que possuía violência necessária para enfrentar qualquer tipo de selva.
Fui embora cantando "estrada de terra que só me leva, só me leva, nunca mais me traz". E lá se foi um bichinho frágil levando o seu bucolismo de muita saudade e se dizendo: "coragem! Aquele menino de ontem se foi ara que você nasça outras vezes. Coragem! As amizades podem doer, o amor dói, mas é preciso que se receba com ternura esse tipo de mão. Em meio a tanta beleza e perigo que a selva oferece, sempre a mesma pergunta: por que é preciso fazer tantos plurais para ser feliz? E eu ali, tropeçando nas escadas que eu pouco subia e em dobro caía. Acho que nunca aprendi a descer sem cair. E quando caído, um outro animal geme de frio, amparado somente pelo agasalho da realidade: o tamanho dessa cidade é menor do que o meu deserto dentro dela.
A selva me despertou animais que eu não gostaria de te visto e mostrado. Instintos de sobrevivência e competição decorrentes de um país que me cortou raízes poéticas profundas. São emoções e sonhos devastados que não reflorestam jamais. Áreas vazias propícias á violência e corrupção ambiental. Violento me tornei diante da tentativa vã do mundo social de adestrar em mim a selvageria. Aceitar-me excluído e dominado, no melhor formato circense dos selvagens sob controle. Não tenho esse tipo de animal, mesmo que a vida foi pouco a pouco despoete o meu amor; o mundo tanto e tanto desfolhe o que sou; um vendaval insistindo em levar meu último mel na flor. Ainda assim, há uma raiz de primavera e esperança em mim: uma estação de novas palavras.
O exercício da esperança, através das palavras, sempre me traz um outro tipo de animal. Às vezes, o mais bruto de todos porque ele quer ser feliz, ali naquele seu habitat. O que mais uiva, urra, rasteja, e agride essas duas coisas chamadas mistério e destino. Por sensibilidade de artista, este ingênuo animal sempre cai na armadilha da ilusão da arte, onde se enxerga mais beleza e menos verdade. Mas ela é inevitável. E quando verdade e mentira se duelam, dois animais disputam força. O cão amigo e fiel, quase humano, de repente revela o seu instinto de sobrevivência. Lobo e cordeiro na mesma pele.
(Música) Não sei se é belo ou horrível ser essa coisa humana parecida com uma obra-de-arte. Um corpo de escultura que apanha, apanha até chegar a sua forma definitiva em termos de valor artístico. Para um animal que não consegue domesticar o seu lado selvagem e recuperar a sua docilidade doméstica, a arte é isso: a dor de uma alegria. Depois da alegria desse crime cometido, vem o sono ou a insônia do prazer de continuar sonhando. Um animal calmo que gozou. Mais do que isso: praticou beatitude.
E o crime cometido? Qual é o preço a ser pago? Quanto tempo de prisão? A resposta vem de outros animais: "Que Deus e os fiscais da natureza me poupem julgamentos e multas emocionais. O progresso justifica a destruição do meio-ambiente no planeta. Da mesma forma, os meus crimes me trazem crescimento, inclusive espiritual. Pois quanto mais me devasto mais me refloresto. Quanto mais me destruo, mais me edifico um antidestruidor.
(Canto) Sim, é verdade. Mas hoje, a destruição é maior e mais gritante do que qualquer forma de crescimento. A consciência ecológica é mais importante do que o progresso, já que a evolução do mundo depende também da sua preservação. O sinal de alerta está aí, gritante: alterações climáticas, ar e solo poluídos, escassez de água, secas, enchentes, muito mais desertos e ilhas. Nessa mesma proporção, há um corpo, mente e coração devastados, que não conseguem mais ser cenário da selva.
Como reflorestar aquilo que foi incediado pela ira e poluiu o sangue? A mais dura resposta é despertar o instinto de sobrevivência: preservar a fauna do corpo. Economizar energia. Dormir bem. Beber muita água. Amar mais. Lutar com mansidão. E, principalmente, procurar o esconderijo profundo daquele animalzinho que se diz extinto. Aquele lá da infância, do amor que "não vinha, não vinha. Não veio". Ele pode ser a chave de tudo.
Lembrando a partida da infância, agora a estrada é outra. É hora de partir novamente. Há pedras no meio do caminho, mas talvez, palavras e respostas no fim da estrada. A música também é outra: "Ressuscita-me, quero acabar de viver o que me cabe." O destino agora não é mais o caminho da selva nem retroceder ao cenário caseiro, que já não existe mais ? nem sombras e nem laranjas. O novo caminho é um zoológico. Guardar ali todos os animais, dóceis e selvagens. Alimentá-los dia a dia até o fim da vida. Como algo quase extinto mas que nunca vai deixar de existir. Presos e soltos em um algum lugar guardado do corpo, do coração e da mente. Uma jaula com as portas abertas.
Entre as alamedas desse zoológico, um cisne passeia. (Canção) É que o patinho cresceu e só agora percebe o quanto o feio a estética da tristeza e dor. Embora cheio de rugas nos sentimentos, ele só se fará bonito através dos limites de que não é possível mais nenhum crime contra a sua ecologia interna. E a consciência de que a natureza se vinga daqueles que a atraiçoam. Infesta o corpo de vírus e doenças provindas da infelicidade.
É preciso reflorestar-se. Seguir o modelo da flora, que não se suicida como os animais. Mostrar-se para o mundo através do seu mais legítimo animal. Não aquele que agride, mas o que espera um carinho que ainda não veio. E quando a selva dos homens acurralar, que venham aqueles mais selvagens, que luta pelos seus direitos. Ou pelo menos, urra. No mais, cantar, cantar, cantar: "ressuscita-me, lutando contra as misérias do cotidiano. Ressuscita-me por isso".

ASS: Rodrigo- amigo - filosofo-psicanalista e umas das pessoas mais ecosóficas, humana e especial que conheço

lipão/fê escreveu às 2:15:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

EMAIL: brunomoka@ig.com.br


LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

EMAIL: felipeak81@yahoo.com.br



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