A chuva vem e faz fugir-me pouco a pouco me incertando o amor a vida. Se por acaso ainda vivo...
Logo sei que faltará pouco tempo
Vai-se nosso olhos pelos choros, pelo que foi falado, calado, por que não foi tentado. O que não foi tentado?
Vai-se passo a passo e pouco a pouco tudo esvai-se
vai-se e nada fica
a chuva cai lá fora, cai dentro de mim
nunca instantes de gotas pareceu-me tão longe a vida
posso mover no mal um passo, mas no bem sempre ficam meus sapatos molhados
se foge-me a morte, prendo-me a um calmo desespero da velhice
como a chuva, como cai a chuva
não compreendo tanta água
é chuva, é lágrima ...
parece que tudo corre com essa água que passa
quem esta cuidando de tanta magoa?
Que bem nos faz o que passa?
A água cai, a chuva passa e leva
E o quanto mais que passa se perde, e menos se tem para dar
A chuva passa e água não levou tudo
Nada chegou em nenhum lugar e ainda há água.
lipão/fê escreveu às
1:26:00 PM -