<script language="JavaScript" type="text/JavaScript"> <!-- function MM_openBrWindow(theURL,winName,features) { //v2.0 window.open(theURL,winName,features); } function MM_goToURL() { //v3.0 var i, args=MM_goToURL.arguments; document.MM_returnValue = false; for (i=0; i<(args.length-1); i+=2) eval(args[i]+".location='"+args[i+1]+"'"); } //--> </script> <BODY><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=7319964&amp;blogName=..%3A%3ASin%C2%B4Up%C2%B4S%3A%3A..&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_FTP&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fsinups.tripod.com%2Findex.htm&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fblogsearch.google.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>

Sexta-feira, Dezembro 17, 2004

O Tempo Como Fora

Imagens do tempo em Deleuze

A imagem do tempo absoluto é criticada por Deleuze em nome de um tempo sem imagem. Esta é a visão de Pélbart sobre a obra de Deleuze, que nos permite entender a obscuridade desse tema ao longo da profusão alucinante de conceitos.
"The time is out of joint", exclama Hamlet. O que significa o tempo saído dos eixos, devolvido a sim mesmo, o tempo puro e liberado? É um tempo liberado do movimento, isto é, do movimento centrado em torno de seu eixo e encadeado e direcionado conforme a sucessão de seus presentes encaixados. Deleuze alude então a um tempo liberado das tiranias do presente que antes o envergava, e disponível, doravante, às mais excêntricas aventuras. (...) Assim, no seio do tempo contínuo dos presentes encadeados (cronos) insinua-se constantemente o tempo amorfo do Acontecimento (aion), na sua lógica não dialética, impessoal, impassível, incorpórea: "a pura reserva", virtualidade pura que não pára de sobrevir (Pélbart, P. O Tempo não-Reconciliado, in ALLIEZ, E. Gilles Deleuze: uma Vida Filosófica, São Paulo: Ed. 34, 2000, p.88).

A conceituação do tempo do acontecimento é crucial para entendermos a proposta desse pensamento liberado das formas, o tempo como Fora ou exterioridade do pensamento.
(...) um mesmo acontecimento se distribui em mundos distintos segundo tempos diferentes, de modo que, o que para um é passado, para outro é presente, para um terceiro é futuro ? mas é o mesmo acontecimento. Tempo sideral da relatividade, porque inclui uma cosmologia pluralista, no qual um mesmo acontecimento se distribui, em versões incompatíveis, em uma pluralidade de mundos (Ibid, p.88-9).
O acontecimento se fragmenta em uma virtualidade que compreende todos os tempos possíveis em uma memória ontológica que forma estratos sucessivos.
(...) a memória deixa de ser uma faculdade interior ao homem, é o homem que habita o interior de uma vasta Memória, Memória-Mundo, gigantesco cone invertido, multiplicidade virtual da qual somos um grau determinado de distensão ou contração (Ibid, p.90).
Essa memória ontológica se contrapõe à historicidade, assim como o acontecimento se contrapõe à ordem cronológica. Deleuze diz claramente: a História é um marcador temporal do Poder.
O tempo passa então a ser concebido não mais como linha, mas como emaranhado, não como rio, mas como terra, não fluxo, e sim massa, não sucessão, porém coexistência, não um círculo, mas turbilhão, não ordem, e sim variação infinita, de modo que não se trata mais de remetê-lo a uma consciência ? a consciência do tempo ?, mas à alucinação. Enlouquecimento desse tempo fora dos eixos, não sem relação com o tempo daqueles que, fora dos eixos, são ditos loucos. (...) Não parece abusivo considerar que o enlouquecimento do tempo tal como Deleuze o trabalha comunica-se diretamente com a temporalidade da loucura dita "clínica". Enquanto isso, em contrapartida, boa parte da literatura sobre as psicoses se vê inteiramente desarmada diante das múltiplas figuras temporais que proliferam a olhos vistos na clínica, e que as teorias "psi" têm dificuldade em abarcar, tendo em vista uma normatividade temporal da qual são necessariamente prisioneiras. (...) Assim, de algum modo a temporalidade acaba sendo identificada a historicização. Com tudo o que essa perspectiva possa apresentar de interessante, ou útil, e até necessária na clínica, ela tem o inconveniente de dificultar o acolhimento dos devires na psicose.

continua...

lipão/fê escreveu às 12:53:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

EMAIL: brunomoka@ig.com.br


LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

EMAIL: felipeak81@yahoo.com.br



demonio
A Suposta Existência
Sentido da morte
Artaud continuações ( fim )
Artaud continuações
casamento
Antonin Artaud:cartografo do abismo
Não dá mais o quanto dá
um corpo sem orgãos como resistência
uma proposta Reichiana do Anti-édipo parte II

Junho 2004
Julho 2004
Agosto 2004
Setembro 2004
Outubro 2004
Novembro 2004
Dezembro 2004
Janeiro 2005
Fevereiro 2005
Março 2005
Abril 2005
Maio 2005
Junho 2005
Julho 2005
Agosto 2005
Setembro 2005
Outubro 2005
Novembro 2005
Dezembro 2005
Janeiro 2006
Fevereiro 2006
Março 2006
Abril 2006
Maio 2006
Junho 2006
Julho 2006
Agosto 2006
Setembro 2006
Outubro 2006
Novembro 2006
Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008

Flog do Moka
Flog Da Di
Zetto33
Pensar enlouquece. Pense nisto.
Jesus, me chicoteia!
Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados
A Casa da Mãe Joana
Brain Stone
Galera Ministro


Balada Planet
Cabeza Marginal
Ecletinia
FILE
Sarcastico
Greenpeace
Pedra Branca

Existe(m)
Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

Powered by Blogger