Discutindo poder, sexualidade e corpo vou me unir a dois pensadores: Reich em seu freudo-marxismo e Foucault. Partindo da idéia que a obra Reichiana é um objeto de critica de Foucault. Então para melhor pensa-las vou reduzi-las em duas principais questões que são o poder como repressão e de corpo como fundamento natural usando os dois autores para conversar e introduzir possíveis questões referentes as divergências.
No que diz respeito do poder como repressão Foucault pensa que o poder seria substancialmente algo que reprime, nega, bloqueia, encarcera. Retomando a sua obra história da sexualidade I, a idéia que, ate o século XVII, perdurava uma liberdade nos costumes sexuais a qual teria sido substituída, a partir do século XIX, pela onda moralista do período vitoriano. Ao contrario, ele sugere que, a partir do fim do século XVI, ao invés de sofrer uma acentuada restrição, passa a uma crescente incitação; as técnicas de poder sobre o sexo ao invés de obedecerem a um principio de seleção rigorosa, seguiram um principio de disseminação e implantação de sexualidades poliformas; e a vontade de saber, em vez de calar-se diante a tanto tabus, deu curso a uma ciência da sexualidade. Afirma-se isso observando os grandes nomes ?psis? Freud e todos seus discípulos inclusive Reich. Então não se trata de repressão como a psicanálise afirma. Mas o incitamento, inscrevendo a sexualidade em uma nova economia geral dos discursos que permitiu a elaboração de um novo regime de poder-saber-prazer que coloca em seu centro uma certa noção de sexualidade destinada a dizer a verdade sobre o sexo como uma nova forma de controle e assim tornado-se mecanismo de controle, dominação política: confissão. Não são assim os processos religiosos? (padres, pastores, Deus, psicanalistas e especialistas psique).
Bom, Foucalt não esta negando a repressão mas, ele esta a vendo por uma outra subjetividade histórica, ao invés de disciplina o controle, então é uma certa concepção de poder que se apresenta nesta repressão!
não se trata de negar a miséria sexual, mas também não se trata de explica-la negativamente por uma repressão. O problema está em apreender quais são os mecanismos positivos que, produzindo a sexualidade desta ou aquela maneira, acarretam efeitos de miséria (1986)
lipão/fê escreveu às
7:56:00 PM -