Duda Mendonça, em 2002, produziu um "Lulinha paz e amor", de bem com a vida. Ganhou. Em 2006, o candidato Lula esqueceu as covinhas no rosto e, com olhos injetados, foi obrigado a recorrer à indignação. Caso contrário naufragaria na onda de acusações e escândalos.
O surpreendente resultado do primeiro turno na semana passada obrigou o candidato-presidente a adotar um novo figurino: o do estadista sofrido e sazonado, reflexivo, capaz de contornar momentos difíceis.
já Alckmin tão produtor e platitudes, apareceu com inesperada veemência, próximo da incivilidade.
O Marketing O marketing conseguiu, conseguiu eliminar qualquer arquétipo, qualquer temperamento, eliminar as personalidades e até as opiniões políticas dos próprios políticos, eles vestiram as mascaras e não sabem quem são ou que realmente querem defender. Os candidatos são embalagens adaptáveis a uma necessidade do oportunismo do momento. No Brasil em especial há uma hegemonia muito grande no discurso político. Que só que faz concluir que não há processo político, mas só disputa pelo poder. A boa imagem criada pelo marketing superou o conceito de representante de Estado, e superou a política.
lipão/fê escreveu às
2:11:00 PM -