Ingênua em sua deficiência de querer entender a si mesma
Vai chorar no canto e quem sabe obter perversamente com a pena o que quer
Sua justiça virá naturalmente em seu papel de vitima
Em suas escolhas, fez duas: cúmplice e culpa
E assim compadece, sabatina e realiza-se dolorida
O não interessa, o não é o que busca
Por que o não, machuca
Ama o que pode odiar
Ama o que pode lhe deixar feridas
E assim manifesta seu poder
Ser alvo é questão de honra
Predador em forma de novilho
Sua vontade é forte, mas não move objetos amplos
Se tem algo a doar, quebra sem querer
E assim viverá a explanar sobre a dor de sua existência de que nada consegue ter, e demonstrará em seu corpo a política precária do mundo do eu
Sua pureza é uma sexualidade deslocada do prazer sobre um palco de julgamento entre a puta e santa
O que ela realmente quer e ser desejada por todos
Assim pode realizar a ânsia de ser invadida e violentada
Só para não suportar de ficar prenha da dor
E banhará de poder o amor
lipão/fê escreveu às
3:20:00 PM -