A fumaça vem em mim
Seu hálito no ar
O lindo perfil produzindo com um sopro só, uma nuvem que vou beijar
No ambiente do mundo que exala fico sem que saiba:
Entrando, saindo,entrando,saindo...
Seus olhar longe, horizontes
Olhos lindos, distantes.
As pernas cruzadas, balançando.
Ansiosa, quase sempre.
Um arfar, a fumaça sai e meu tapete vai.
Em sua beleza decente seu nebuloso ar deixa me deixa ausente, no meio, no trago, pausa, sopro e espero: entre o dedo e a boca também poder estar.
Agora ela me olha devagar
Talvez ela leve a mão à minha barba
Ela me faz em sua presença, mas permanece em seu ritual fumaça.
Meu desejo atrasa
Seu habito me ultrapassa e arrasta tempo fora do lar
Quando que em sua boca vou poder voltar?
ass: Felipe Adam
lipão/fê escreveu às
11:06:00 AM -