Olhava fixo e desatentamente para cores desse lugar tão seu
Em meus olhos azuis pousavam uma imensidão verde
Que não sei direito se mar, céu, seus ou somente seus olhos, olhos de céus
Umidade triangular espelhada em um quadro projetado em verde. Na água, verde água
Águas verdes lindas em seus olhos, como lindos os verdes são:
Mar, céu, olhos, verdes, seus...
No meu singular azul vazio no verde me vi com pouca segurança, de tão verde
Um olho só, um olhar só no úmido imenso mar verde que em céu também são suas cores
Verdes seus olhos, no céu, no mar, que invade azul, azul dos meus olhos
Tudo tão verde nos meus olhos
Se mar e céu eram meus olhos
de azuis agora verdes de tanto verde ver, de tanto verde azul ser
O verde de leve pesava
Neste imenso verde ser pensava
Sua história em seus úmidos olhos verdes
E esse verde no meus olhos os fazendo tão pouco azul
De azul realçado perguntei para tanta invasão de verde como criança que quer aprender distinguir cores
Sobre esse verde mar que em minhas mãos são águas tão transparentes
Assim como o úmido se seus olhos verdes, mas verde são como os vejo no meu azul vazio
Que cabe tanto verde dessa história que creio verde ser meus singulares azuis olhos
Mesmo eles tão cor de mar e de céu, são verdes
Por que verdes são seus olhos meus azuis
E as cores que não são mais, são como meus olhos azuis meu ver verdes azuis seus.
lipão/fê escreveu às
12:22:00 PM -