idéia tirada de Monica Rolnick
A globalização da economia e os avanços tecnológicos e especialmente a mídia eletrônica estão aproximando universos de todas as espécies e de qualquer lugar do planeta. A subjetividade tendem a ser povoadas por afetos dessa profusão da globalização; uma mestiçagem de forças.
Dentro desse contexto poderíamos começar a assistir uma subjetividade que se combina e atravessa as multiplicidades transformando-se em coletivo anônimo em uma emergência de uma democracia em tempo real, administrando-se por um sistema de autogestão em escala planetária, criando novas maneiras de viver, recriando a possibilidade de universos existenciais virtuais e objetivos.
É, só que isso infelizmente é uma potência latente. É verdade que mudanças implicam e conquistam uma flexibilidade para adaptar-se ao mercado em sua pulverização e globalização; a abertura para o novo: novos produtos, tecnologias, paradigmas, hábitos e etc.. Mas isso não tem haver com acontecimento, nem diversidade. Existe uma persistência da referência identitária, e com isso nasce o perigo fantasioso de tornar-se nada ao fato de não se conseguir produzir o perfil, o personagem requerido para alguma orbita do mercado. Há uma problemática no esvaziamento de ser uma figura e a possibilidade de se viver uma proliferação de forças que excedem os atuais contornos da subjetividade para criar devires e tornar-se outros. Esse esvaziamento pode ganhar um outro personagem: a vitima, que é tomada pela sensação de fracasso, de enlouquecimento e ate de morte. Portanto essas forças desterritorializantes que sempre proponho como solução podem tornar-se "diabólicas". Para proteger-se da proliferação das forças à impedir uma nova cartografia existencial mutável de fato se encontra estados de personagens "despersonalizados", não "vivos", anestesiados de uma participação democrática micro e macro política, presos em uma ilusão identitatória de se propor ao oposto, que normalmente caem em campos transpessoais, espirituais e ou se remetem em ideologias do passados em uma fuga dos acontecimentos, e portanto reduzindo a existência humana em estado de alienação e infantilização completa. Breca-se o processo e logo um mercado de drogas sustenta a demanda da ilusão coletiva. É embasada nesta opinião que Rolnik nos chamará de toxicomacos generalizados.
lipão/fê escreveu às
1:40:00 PM -