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Quarta-feira, Novembro 23, 2005

A viúva

Quando me desliguei do trabalho, caneta, papel, telefones, tela, vozes, passos e disturbios psicológicos, Também percebi que o dia desligava. Me desligava lá fora, eletricidade, fluxos, transito, gente, faixas, luzes, riqueza, miséria, medo, heroismo U.S. A. Os raios de sol poente caíam obliquamente na sala. O trafego, quase que não sabia ao certo da onde vinha o barulho, do transito, das cores dessa sala que o sol produz ou de mim.
Voltei pra casa e vi no banheiro uma mulher, a que me casei, mas não a minha mulher
O nome Ivone, belo nome para bela mulher, sempre emoldurada em seu quadro prediléto. O espelho...
A maquiagem, as maquiagens assim como cada espelho, de cada canto, tecido, de cada parede de cada gesto dessa casa. Tubos, potes, candinhos, frasquinhos, pentinhos, queridinho, inhos de mulher...
De robe leve e sempre recém saída do cabeleireiro, mesmo que não tivesse ido a um. Claro que em alguns instantes perceberia a presença da manicure em suas mãos, mesmo que não tivesse ido a uma também.
Ela pintando seus lindos e longos cílios, exigindo toda a sua atenção. E aproveitando esse minuto eu disse tchau
Ela disse com ódio leve, ironico e idiota :

- vc vai ao Daniel de novo

-não, eu vou embora
pra onde! Disse ela com Cinismo, seu jeito prediléto

-Embora porra, eu nunca estive aqui, estou morto agora, sim sua lágrima servirá para algum coisa

-Você só pode tá loco mesmo! Disse ela duvidando

-Não! Eu respondi fingindo normalidade no meu ato
-Lamento tenho que ir imediatamente.

Um silêncio morbido e pesado. Sua cara de descontrole, o cilios dos olhos direito pintados e os do outro lado nus. Ela sempre me sugeriu o cômico, pena que só agora sei ir disso, pena que só agora tenho que segurar esse riso

-não vou sozinha!

-vai, e vai ficar sozinha daqui em diante, você agora é uma mulher viúva

-não , eu não vou sem você, nós conhecemos todas as pessoas que estarão lá, não vou só, o que você quer fazer isso parecer? Todas as mulheres minhas amigas com seus acompanhantes, você pode parar com essa brincadeira agora, seu louco, seu doente. você enlouqueceu Completamente? morreu onde já se viu. você precisa de um analista, viu? de um analista. Falava, falava e no meio das palavras você colocava adjetivos que nunca existiram na lingua portuguesa e sempre mais altos e mais histéricos, até me lembrava rock. Ela realmente nasceu para ser star! E nunca me ouvir.
Enquanto o escanda-lo acontecia nela, na casa e em mim passivamente, pensava passivamente na dependencia daquela mulher, como ainda posso pensar nisso? Como ainda posso pensar nela? Eu arrumava a mala e ela sinceramente não acreditava, acho que achava que eu estava jogando o jogo dela, ela queria de novo provar poder, por isso não acreditava. Dura fantasia das coisas! Eu estava ali de cuecas e meia escolhendo outras roupas de baixo e uma calça e uma camisa bem leve, quase para efetuar no corpo o como eu me sentiria nunca mais olhando aquela cara.

-Seu cafajeste!- disse Ivone.
Tratei de colocar minha leve roupa

-Você vai encontrar uma puta qualquer. Uma das suas putas. Há muito tempo você vinha premeditando isso. Por que eu estava contente com essa noite. Naturalmente, tinha que estragar a minha noite, a minha alegria, seu miserável, você estraga todas as minhas alegrias.

Não respondi. A tempo vi que ela pegava um pote de sua mesa de maquiagem e ataca em mim. Agachei -me como um raio. Ao longo desse processo desenvolvi uma destreza incrivel. O projétil do creme acertou o espelho na parede atrás de mim. Nada mais simbólico.
Eu tomava cuidado em ir embora todo esse tempo, sempre me senti no fim. Se quem sabe um dia ela tivesse me acertado, tudo poderia já ter acabado né?

-Diga alguma coisa! Berrou ela. Ivone agora chorava, a maquiagem escura escorria sobre a grossa camada de base que lhe cobria o rosto, as cores se misturavam, ela parecia um palhaço. Ela é jovem, ela é uma beldade, embora não naquele momento. Ela tem um corpo lindo que me excita, as pernas longas, os seios firmes, a pele alva. Seu cabelo era negro azulado, os olhos brilhantes, grandes olhos obliquos. O rosto de altas maçãs é regular. Muitos homens a contemplavam, ah, sim! Só eu não mais fazia

-Perdeu a fala? Ela gritou

-Não pode mais falar comigo é? O robe escorregou dos ombros. Estava nua, a não ser pela calcinha cor e salmão e o chinelinhos de dondoca, parada ali. Ofegava e seus seios subiam e desciam rapidamente. Se eu não tivesse morto comeria ela ali mesmo, com ódio, com depresso, quase que a matando em mim. Um estupro. Ela iria adorar.

-Responda!

-O que quer que eu responda?

-Que esta fazendo isso para se vingar, para me entristecer, para me fazer chorar. Não respondi, como eu conhecia muito bem aquilo, ela que chorasse, gritasse, me amaldiçoa-se. Tudo isso agora vindo sou capaz de gostar

-Você...Você... dizia ela fora de si, jogou os chinelos e gritou:

-Você vai pagar por isso seu cachorro! Morra!morra!e logo ! vou ficar feliz se você morrer mesmo! Arremessou o segundo chinelo e saiu batendo a porta do quarto.

E eu pensei, estou agora feliz por ter deixado ela vencer
Nunca mais vi Ivone, eu cumpri o que tanto quis, ser livre dessa doença que escolhi na juventude, e estou feliz por ter um dia feito o que ela tanto precisava. Eu morri.

lipão/fê escreveu às 6:51:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

EMAIL: brunomoka@ig.com.br


LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

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