Sobre esta condição de viver intensamente só se consegue a custa do eu. Mas o burguês não aprecia nada quanto o seu eu. ( obviamente um eu rudimentarmente desenvolvido). À custa da intensidade consegue, pois, a substência e a segurança; e a consciência; em lugar do prazer, a satisfação; em lugar da liberdade, a comodidade; em lugar dos ardores mortais, uma temperatura agradável. O burguês é, pois, segundo nossa natureza uma criatura de impulsos débeis e angustiosos, temerosa de qualquer entrega de si mesma, facéis de governar. Por isso nos colocamos em primeiro lugar do poder da maioria, nos colocamos em lugar da autoridade e da lei e em lugar das responsabilidades colocamos as eleições
lipão/fê escreveu às
3:27:00 PM -