Fui contra o muro
Fui contra a vida para ver se dava viver
O quanto o muro pode viver?
Abri a lata
Dava para ver toda minha mecânica despedaçada
Eles me disseram: graças a Deus que não lhe aconteceu nada
Pensava: eles não sabem o como o mundo acaba
Adeus, adeus...
O meu peito rasgado ao meio em uma cirurgia de concreto
A chuva lavava o meu sangue
O tempo chorava por mim, dilui-a a minha nuvem de concreto
A memória me acenou antes de escorrer pela boca de lobo
Adeus...
Do meu sangue derramado nem as flores e nem o esgoto reclamaram
Percebi que as peças que me carregavam nunca haviam funcionado
No outro dia elas: mamãe, vovó, namorada e amigos ligaram perguntando de mim
E eu menti dizendo que o telefonema não era engano
lipão/fê escreveu às
1:18:00 PM -