INSPIRADO NA INSPIRAÇÃO DE ZETTO
Tudo é meio, nós também. Meio serve de base para outro meio ou se estabelece sobre o outro, se dissipa ou se constitui no outro. Não é apenas o vivo que passa constantemente de um meio para o outro, são os meios que passam um no outro, essencialmente comunicantes. Os meios são abertos no caos, que os ameaça de esgotamento ou de intrusão. Mas o revide dos meios ao caos é o ritmo. O caos e o ritmo produzem um terceiro que vive entre os dois, ritmo-caos. É neste que caos se torna ritmo. Esgotamento, morte, intrusão ganham ritmos. Ritmo não é a medida ou a cadência, mesmo que irregular. O ritmo não é 1,2, a valsa não é 1,2 e 3, a música não é binária ou ternária, mas antes 47 tempos primeiros. Portanto música é um fluxo não quantificado ela não é 1,2,3 e sim 0,956571100002556874523.
A medida é dogmática, o ritmo é critico ele se liga em instantes críticos. Ele não opera num espaço-tempo-homogêneo, mas com blocos homogêneos, mas com blocos heterogêneos. Ele muda de direção. Bachelard diz que "a ligação dos instantes verdadeiramente ativos (ritmo) é sempre efetuada num plano que difere do plano onde se executa a ação." O ritmo nunca tem o mesmo plano que o ritmado. É que a ação se faz num meio, enquanto que o ritmo se coloca entre dois meios, ou entre dois entre meios, ritmo-caos. O ritmo é desigualdade que ao mesmo tempo nos intregamos a vibrações submetidas, repetições periódicas dos componentes?
lipão/fê escreveu às
10:51:00 AM -