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Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

Politica e trabalho

CONCEITOS ONTO-POLÍTICOS NO PENSAMENTO DE GILLES DELEUZE: "MINORIA" COMO "DEVIR-MINORITÁRIO"
Hélio Rebello Cardoso Jr. (1)

No pensamento de Deleuze, a criação de uma noção política está sempre envolta por uma dimensão ontológica. A princípio, esta característica da reflexão política em Deleuze adquire um traço curiosamente clássico; no entanto, ao observarmos a definição dos conceitos que assim são criados, veremos que seu alcance renova determinadas noções políticas que tomamos por estabelecidas.
Procuraremos apresentar esse elo do pensamento deleuzeano através da caracterização do conceito de "minoria" que inclui, em sua consistência, problemas ontológicos referentes ao conceito de "acontecimento"/"devir". "Acontecimento" e "devir" são, dessa forma, componentes do conceito de "minoria" e determinam sua alçada onto-política.
CONCEITO DE "ACONTECIMENTO"
Destacaremos a noção de "acontecimento" em dois de seus aspectos, os quais serão importantes para os desdobramentos subsequentes. Em primeiro lugar, veremos como o acontecimento exige uma certa expressão da temporalidade. Em segundo lugar, trataremos do que Deleuze denomina a "estrutura dupla do acontecimento".
Segundo o sistema estóico, nos informa Deleuze, há dois tipos de tempo. Em primeiro lugar, o Cronos que diz respeito à mistura de corpos ou estados de coisa e por isso preside à ordem das causas; é caracterizado pela sucessão de instantes, ou seja, sua gênese deve-se à "forma cíclica do infinito" onde um eterno presente, que contrai todos os instantes, se descontrai em presentes pontuais que são passados ou futuros uns em relação aos outros. Em segundo lugar, há o Aion que diz respeito aos "incorpóreos", que são os efeitos dos encontros de corpos, e por isso é caracterizado pela fuga incessante do presente seja no sentido do passado seja no sentido do futuro, ou seja, sua gênese deve-se à "forma da linha reta ilimitada".
A partir dessas configurações relativas à temporalidade, o problema deleuzeano será o de acoplar o tempo cíclico infinito ao tempo retilíneo ilimitado, por este motivo o acontecimento será nomeado como a instância que participa de ambos os registros temporais, de modo que haja encarnação dos acontecimentos nos corpos e estados de coisa, bem como acontecimento puro (incorpóreo), caracterizado nas palavras de Deleuze como "sempre qualquer coisa que acabou de passar ou que vai se passar, simultaneamente, jamais qualquer coisa que se passa" (Deleuze, 1969: 79).
A versão temporal do acontecimento tem sua correspondente no problema da vontade.
Para cada acontecimento tomado em sua efetuação como indivíduo ou [fim da página 21] pessoa, é preciso atingir um instante pré-individual ou impessoal. Trata-se da "estrutura dupla de todo acontecimento", indica Deleuze (Deleuze, 1969: 176). O importante a este respeito é que ao mesmo tempo que se efetua um acontecimento se saiba operar nele uma contra-efetuação. Não contra-efetuar um acontecimento no momento mesmo em que ele acontece é perder o que de mais profícuo pode haver na efetuação.
Trata-se de surpreender no acontecimento efetuado, naquilo que acontece, a parte do acontecimento que permanece irredutivelmente pura, pois projeta-se no Aion. A contra-efetuação é uma vontade de que somos portadores desde que se reverte nossa posição em relação à ordem causal da mistura dos corpos ou estados de coisa. Quer dizer, se no momento de efetuação o incorpóreo ou acontecimento puro é um efeito com relação ao acontecimento efetuado, na contra-efetuação, uma vontade torna o acontecimento puro quasi-causa daquilo que nos acontece.
Aprofundemos esse quadro inicial do conceito de acontecimento, procurando interrelacionar os dois aspectos acima. Como veremos, a fusão entre o aspecto físico (temporal) e o aspecto ético (vontade) do acontecimento permitirá nos aproximarmos de uma idéia de "ação" que lhe seja pertinente.
O Cronos possui duas dimensões, a saber, uma formada por presentes relativos, isto é, passados e futuros relativos ao presente, como expressões dos encontros dos corpos entre si, pois desses encontros sempre se conserva algo como passado ou resta ainda algo como futuro; a outra dimensão do Cronos refere-se à reunião de todos esses presentes num presente cósmico, circular, onde o acontecimento se efetua. Aí, numa leitura estóica, o tempo é a relação das causas da mistura dos corpos, e o passado e o futuro, por vezes, parecem querer tornar desmesuradas essas relações, eles querem distorcê-las para se vingarem da sua relatividade em face do presente e para desestabilizar a circularidade em que o presente cósmico os prendeu. Contudo, esta desestabilização que sofre o tempo das causas e dos corpos ficaria mal compreendida, ou ainda, seria temida se não entrasse em jogo uma outra dimensão temporal que fornecesse uma salvaguarda ética aos corpos que se vêem acuados em seu presente.
O Aion também possui duas dimensões. Numa delas, de certa maneira, redime-se o presente dos corpos, os incorpóreos esgueiram-se por entre as causas de que são efeitos, fazendo com que o presente se subdivida automaticamente em passado e futuro, sem que tenha tempo de relativizar os encontros de corpos. Ou, para utilizar a linguagem estóica, o que se comunica nessa primeira dimensão do Aion são os efeitos dos encontros de corpos. Em sua segunda dimensão, essa temporalidade dos efeitos conta com o "instante" ou acontecimento puro, que quebra a circularidade do presente cósmico; como um raio ele remete o acontecimento efetuado ao acontecimento puro, onde é reencontrada a potência através da qual ele retira algo do que acontece.
Uma ação não se situa nem no presente do Cronos, em que a efetuação do acontecimento se encadearia na circularidade do presente cósmico, nem é ela o presente que se dissolve segundo a primeira dimensão do Aion.
Se a ação fosse identificada a essas dimensões da temporalidade, no primeiro caso, ela expressaria tão somente a relatividade dos presentes, [fim da página 22] necessitando de uma instância superior para que fosse possível representar a marcha do tempo. No segundo caso, se a ação estivesse imersa no próprio elemento de dissolução do presente, somente representaria o tempo corrosivo que desestabiliza o presente cósmico. Antes, no entanto, que o presente da relatividade e o presente da dissolução reverberem entre si, o instante ou acontecimento puro, um novo presente, exige que ação eqüivalha não ao acontecimento efetuado ou a subversão que ele impõe ao presente, mas a ele próprio e seu poder de desbloquear as singularidades e de apresentar o ponto aleatório que as une, ou seja, seu poder de problematizar o tempo.
O instante, esse presente acontecimental, é um ponto aleatório que faz com que o presente se abra à ação, liberando as singularidades que estavam distribuídas nos indivíduos, e, portanto, reencontra um acontecimento puro onde essas singularidades estão ligadas tão somente por relações diferenciais.
Quando, sob a ação do acontecimento, o instante esquiva o presente, este perde a oportunidade de opor o antes e o depois, a relatividade do passado e do presente se esvai, de modo que todo o tempo reflui para a realidade incorpórea ou virtual do acontecimento. Assim, todas as dimensões do tempo tornam-se simultâneas, o que significa, em última análise, que o acontecimento transforma o tempo em "devir" ou "forma pura do tempo" (2).

lipão/fê escreveu às 1:48:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

EMAIL: brunomoka@ig.com.br


LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

EMAIL: felipeak81@yahoo.com.br



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