É estranho quando o amado some
É diferente de quando morre
É diferente também de estar presente mesmo que distante,Mesmo longe, mesmo sem ver...
Quando some é diferente
Morre no presente mas nunca se entende
E deixamos presente um ausente na gente
Que fica na superfície das coisas que amamos
Mas tão invisível que nunca se torna ciente
Quando não morre deixa um vazio na gente
Come-se um nós mesmos
Delira-se um alimento
Saudade deixa pendente e não tira fome
Porque é vazio que se come
Come-se só o que se some
Fica sem ente, fica sem outro e nada entre
Existe um não-existe, mundo de Tânatos
Morre-se mas mantêm-se entre
Não morre
Está, mas some
Fica no deve ter morrido
Paixão deve tê-lo engolido
Não reconhece-se mais entre nós
Morre e fica sempre a morrer
Some e fica entre nós como fantasma da gente.
lipão/fê escreveu às
12:33:00 PM -