O quadro parado na vida
Antigo
Fluxos retidos
Os olhos da arte de filtros já entupidos;
Suas sujeiras ingerindo
Com a alma já cheirando podre pensam em negociar com o corpo mais um aborto
E perversamente vão esconder a atividade destrutiva para simular um calmo cotidiano
Anular os desejos para enganar-se e não perceber que resiste
e quanto mais a vida insiste
Imprestavelmente olham a beleza morta que insinua que a morte não existe;
Que o peito não respira;
Que a água não apodrece;
O movimento não acontece;
A vida não revida
E ficam bem, de felicidade fingidos
Fugidos de que derramam
Escondido das lagrimas que os enganam.
felipe
lipão/fê escreveu às
6:00:00 PM -