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Sábado, Março 18, 2006

Poder (Im)potencia da Mídia

A partir de meados da década de 90, um outro meio de circulação de informação, a internet, não só passou a concorrer crescentemente com as mídias tradicionais como determinou alterações na forma como estas passaram a ser concebidas. Os esforços de maior interatividade com seus públicos por parte dessas mídias, seguidos da disponibilização de seus produtos nesse novo meio, expressam um dos efeitos dessa emergência do espaço virtual da internet. Por sua vez, grupos minoritários que dificilmente encontram espaços de visibilidade nas mídias tradicionais constróem seus sites, embora adotando com freqüência, o que não deixa de ser sintomático e preocupante, formatos semelhantes aos dos espaços que lhes são, de antemão, negados (e que eles próprios tendem a negar). Nos debates acadêmicos, assistimos progressivamente a um recuo do interesse pelas mídias tradicionais a favor das elucubrações sobre essas novas tecnologias, seus efeitos sociais e seu potencial econômico e político. Inquietações não resolvidas em relação às primeiras são agora reinvestidas sobre as novas possibilidades comunicativas, com apocalípticos e integrados disputando o privilégio do melhor prognóstico e da indicação de seus melhores usos.

Numa "terceira via", o sociólogo, filósofo, historiador das ciências e engenheiro de informática Pierre Lévy passa a destacar-se, desenhando, a partir da cibercultura, um mundo novo no qual o conhecimento e a informação seriam a principal riqueza, poderíamos mesmo dizer sua "moeda corrente". Um mundo que, dispensando as mediações tradicionais - sendo, nesse sentido, pós-mídia - e construído pela multiplicidade de vozes que pulsam no campo social, se constituiria, na percepção de Lévy, como um espaço público efetivamente democrático, na medida em que, acessível a todo e qualquer um, abriria linhas de fuga ao caráter verticalizado e hierarquizado do atual espaço público midiático. Um mundo que, em vez de organizar-se sob o filtro dos sistemas de representação das democracias ocidentais, seria pura expressão da potência humana de pensar, existir e agir, uma potência não-representativa que se configuraria como uma inteligência coletiva, por sua vez potencializadora das riquezas humanas de uma forma inédita em nossa história. Um coletivo, enfim, que, em vez de estar sustentado pela homogeneidade estatística das representações coletivas, se constituiria, em sua heterogênese, por uma conectividade mutante, múltipla, des-hierarquizada e transversalizada, permanentemente aberta e produtora das próprias singularizações. A virtualização seria, dessa perspectiva posta por Lévy (1996), "o movimento do devir-outro do humano".

A esse desenho de um mundo possível, contrapõe-se o atual, de luta pelo monopólio da informação e também pelo monopólio da cibercultura pelas grandes corporações de comunicação, uma luta na qual a rizomática internet encontra-se sempre ameaçada de ser saturada pelos mesmos produtos e discursos que hoje são veiculados pelas grandes mídias tradicionais. Uma luta que elide o reconhecimento de que a internet, longe de ser mais uma mídia que se somaria às já existentes, com os mesmos critérios de visibilidade e de promoção/produção identitária, seria delas, em sua potência de agenciamento de uma inteligência e de um imaginário coletivo que se auto-engendrariam continuamente, radicalmente diversa, conforme tem nos indicado Lévy.

Considerando essa perspectiva de luta pelo monopólio das redes, que é, na realidade, a luta pela manutenção do monopólio do discurso social conforme as representações dominantes do espaço público que configuram o ethos contemporâneo e corresponde às lutas pelo poder no campo político, é interessante perguntarmos pelas condições de possibilidade de constituição de um espaço público efetivamente democrático tal como o desenha Lévy, cujas idéias, em nosso mundo fundado nos sistemas de representação, assemelham-se, para aqueles que o colocam sob suspeitosa inquirição, como tão-somente mais uma ficção política tardia entre as muitas que têm ocupado os utopistas desde o momento em que o Estado moderno estabeleceu-se em sua busca de um tipo-ideal para a gestão das populações.

Para reconhecermos essas condições, entretanto, é necessário que escapemos das armadilhas do modelo democrático forjado pelo Estado moderno, centrado na representação e na separação entre, de um lado, os modos de constituição da forma-homem8, da sociedade e do Estado e, de outro, a produção. Se desejamos ler as formulações de Lévy em sua positividade de maneira minimamente compreensível é necessário, por exemplo, que não confundamos "forças produtivas" (como potência) com "relações de produção" (como poder), pois o que há entre elas, de há muito, é um claro e permanente antagonismo9; ou o desmanchamento de fronteiras como maior conectividade entre os homens com sua redução perversa e totalitária ao princípio único, semiotizante de todo o planeta, da globalização, tão confortável ao pensamento neoliberal. O que Lévy nos aponta, seja com seu elogio da técnica como hominizante (produtora da forma-homem), seja com sua positivação do livre mercado como expressão de um coletivo (um multitudo) organizado a partir de sua potência produtiva e não conforme as relações de produção, é, como disse Negri a respeito de Espinosa, uma "possibilidade ideal de revolucionamento do mundo"10. Trata-se, em Lévy, ao pensar a técnica como hominizante, de um pensamento da imanência que se constitui como um novo paradigma ético, estético e político, de forma que as condições de possibilidade de constituição desse novo espaço público devem ser buscadas, para além do campo estrito da comunicação, no próprio campo da realidade em que se dá a existência humana em suas dimensões éticas, estéticas e políticas, para, só depois, perguntarmos de que maneira elas seriam componíveis (ou não) com os atuais procedimentos comunicacionais sustentados pelos sistemas de representação.

Foi trabalhando a partir desses paradigmas que, em A conexão planetária (2001), Pierre Lévy surpreendeu seus leitores com uma veemente defesa do livre mercado, no qual o próprio consumo seria produtor (de realidade), chegando, em dado momento, a afirmar que não há motivo para acreditarmos que, como atividade, a especulação financeira seja diversa da especulação filosófica. Nesse livro Lévy afasta-se da linguagem filosófica presente em suas outras obras, recorrendo a expressões bastante comuns e a termos de há muito banalizados, como amor e harmonia universal. Para os que pensam hierárquica e piramidalmente os saberes e os poderes, ou que concebem a tecnologia como uma substituta destrutiva do trabalho humano, a livre atividade econômica como desagregadora da ação política, o virtual como simulacro do real, este seu último livro soa ora como uma provocação insuportável, ora como um descartável delírio profético-utópico. Estaria o autor tão fascinado pelos desenhos que realizou em seus outros livros, teria levado a tal extremo suas especulações sobre o ciberespaço a ponto de entregar-se a exercícios triunfalistas, positivistas e futurológicos de tom messiânico? Se seus críticos aguardavam um bom momento para o ataque, Lévy aparentemente lhes oferece graciosamente as armas. Entretanto, necessário frisar, só aparentemente, como veremos na seqüência.

lipão/fê escreveu às 2:25:00 PM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

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LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

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