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Quarta-feira, Março 15, 2006

Poder e (Im)potência da mídia

A ALEGRIA DOS HOMENS TRISTES
escrito por Valter Rodrigues
Para sua filha Marília,or sua bela vida e seus belos sonhos interrompidos pela alienada e enlouquecida violência de homens tristes, em memória.

Nos debates contemporâneos sobre a comunicação social e a liberdade de expressão, parece que todos gostariam de concordar sobre o papel fundamental dos meios de comunicação de massa na promoção e sustentação do espaço democrático, na medida em que suas principais funções seriam tanto a de permitir a regulação do poder público pela sociedade civil, informando-a sobre os atos do primeiro, como a de constituir-se como espaço de expressão das entidades representativas dos vários setores que compõem essa sociedade civil.

..,informando-a sobre os atos do primeiro, como a de constituir-se como espaço de expressão das entidades representativas dos vários setores que compõem essa sociedade civil. Superfícies privilegiadas de visibilidade dos acontecimentos, os meios de comunicação seriam, assim, a principal, para não dizer a única, tribuna democrática na qual o debate público entre Estado e sociedade civil poderia se realizar. O período eleitoral, no qual se dá a escolha do conjunto dos representantes que ocuparão lugares no governo da polis, seria, dessa perspectiva, o ponto de convergência privilegiado para a composição dessa tribuna, por ser o momento em que os grupos sociais, em sua multiplicidade, poderiam designar, cada um, aqueles que representariam seus interesses, fazendo-os seus porta-vozes.
Sabemos que tal expectativa, entretanto, constitui-se muito mais como uma idealidade do que uma efetividade. A totalidade dos grupos sociais, em sua diversidade, não só não consegue se fazer representar no campo político e nos meios de comunicação de massa, como sua voz, quando encontra algum lugar de expressão, surge semiotizada conforme os interesses dos grupos de poder dominantes no espaço social que, numa variação relativamente restrita, se compõem e se articulam com os interesses do poder público. Além disso, no caso específico das disputas eleitorais, e conforme as regras que regem a distribuição do tempo na televisão ou no rádio entre os partidos e os candidatos, representantes de grupos minoritários dificilmente conseguem visibilidade se não compuserem seus interesses com o de outros partidos, valendo-se do dispositivo da coligação partidária. A esses interesses se sobrepõem os do mercado, com seus sedutores mecanismos de promoção e de agenciamento do cidadão como consumidor de produtos, de notícias ou de idéias. Nem mesmo a cena política, com seus atores, escapa, portanto, a essa determinação sedutora. Assim, o candidato, qualquer que seja o grupo que ele se propõe representar, deve ocupar o campo da visibilidade midiática como, em primeiro lugar, produto consumível pelo eleitor-consumidor, adaptando-se às regras e procedimentos que configuram os dispositivos comunicacionais como extensões do mercado (isto é, do homem em sua forma-consumidor).

Principalmente quando o foco dos debates é posto sobre a mídia televisiva e seu poder de designação, destaca-se o privilégio dado por ela ao entretenimento e à produção de recortes bastante redutivos da realidade conforme as representações dominantes (que coincidem com os interesses dos grupos que encontram no espaço público as condições da própria legitimação), com o concomitante recuo em relação aos temas mais problemáticos que fariam dela um veículo democrático de educação e conscientização das massas.
Em seu noticiário, cuja função, como "janela para o mundo", deveria ser predominantemente informativa (e, como tal, promotora da formação do cidadão e sua consciência), o recurso à espetacularização do acontecimento de forma a torná-lo atraente ao telespectador acaba por se sobrepor ao próprio acontecimento, reduzindo-o à forma predominante de entretenimento que, argumenta-se, corresponde aos anseios do público. Seja no tratamento do fato político ou dos fatos do cotidiano, seja nos produtos voltados exclusivamente para o entretenimento, um mesmo estilo e um mesmo formato se repetem, fazendo da televisão uma superfície sobre a qual tudo deve ser filtrado conforme alguns princípios que sujeitam sua linguagem a uma equivalência generalizada. Tornar espetacular, impressionante, arrebatador o que quer que apresente é seu imperativo; sustentar cada telespectador em um estado de expectante excitação nervosa, na demanda de mais e mais signos para a construção das próprias referências identitárias, sua estratégia privilegiada de captura emocional.

Compreende-se por que: na luta concorrencial das redes, a potência de cada canal se expressa em seu poder de manter no patamar mais alto possível seu índice de audiência, o que, desde o advento do controle remoto, se reduz a administrar a volubilidade do telespectador em seu nomadismo por outros canais. À atividade do agente televisivo deve corresponder, ponto por ponto, a reatividade do telespectador. Assim, o agendamento da informação, a eficácia semiotizante da imagem pelo texto, associados ao privilégio da instantaneidade sobre a duração, da variedade sobre o aprofundamento, que fazem da mídia televisiva uma eficiente máquina de expressão, mais que atenderem à demanda de um sujeito suposto como seu público, o criam e recriam na figura do telespectador. Nesse sentido, podemos compreender a comunicação televisiva como um poderoso dispositivo de agenciamento coletivo de enunciação1 que supera, expressivamente, a função originária de veiculação e democratização da informação e da cultura que gostaríamos de atribuir, genericamente, aos meios de comunicação de massa. Assim, por exemplo, o acesso rápido e diversificado à informação propõe-se ao telespectador como mais significativo que a própria informação, atendendo mais à demanda narcísica de "estar informado" que a uma suposta (e ideal) necessidade de compreensão da realidade complexa que a informação promoveria. Daí que, na concorrência pelos índices de audiência, a informação seja tratada como um produto efêmero que deve se apresentar tão atraente e variado como aqueles que, no mercado, disputam pelo desejo do consumidor. Nesse contexto de multiplicação e espetacularização do que quer que seja, não cabe, em campanhas político-eleitorais, a exposição minimamente compreensível de planos e programas de governo. Prevalece, para todos os candidatos, o cuidado com a forma de autopresentação, que é primeira em relação ao conteúdo de suas propostas.

Esse poder limitante das possíveis aspirações democráticas da sociedade civil exercido pelos meios de comunicação de massa, claro, não é exclusivo da mídia televisiva (há uma também poderosa indústria de jornais, de revistas, de livros, de CDs voltada para a produção "daquilo que o público deseja"), embora seja para ela que se dirigem mais insistentemente as inquietações quando a discussão sobre a unilateralidade da liberdade de expressão e o poder de produção de concepções hegemônicas de realidade dela tributários está em pauta. Nos debates sobre a democratização dos meios, principalmente até fins da década de 802, as rádios livres, a imprensa dita "alternativa", a produção independente de vídeo-documentários sempre foram destacados como esforços legítimos de resistência à apropriação monopolista do discurso social pelas grandes corporações de comunicação e pelos grupos que elas representam no espaço público midiático. Apropriação que, no Brasil, a televisão, de todas as mídias, foi a que melhor conseguiu realizar, o que justifica que a consideremos, em seu atual formato, como paradigmática de uma concepção bastante problemática, restrita e não raro cínica de liberdade de expressão que, em nosso modelo neoliberal - "politicamente correto" - de Estado democrático, afigura-se, o mais das vezes, como fiel reprodutora - mais precisamente, como duplo - da dissociação entre os projetos e iniciativas do Estado (cujos representantes continuam, boa parte deles, firmemente atrelados aos interesses particulares dos grupos dominantes) e os interesses coletivos. Esses interesses raramente encontram expressão em nossa frágil sociedade civil, que ainda mal ensaia, neste início de novo século, a compreensão do que implica ser um indivíduo3 em seu exercício de cidadania, com seus direitos e deveres e, muito menos, com a força da própria voz e da própria ação.

lipão/fê escreveu às 10:14:00 AM -


MOKA, 24 ANOS, DJ, BARMAN E WEBDESIGNER. VIVE EM SÃO PAULO E AGORA TRABALHA!.

EMAIL: brunomoka@ig.com.br


LIPE, 24 ANOS, MUSICOTERAPEUTA, VIVE EM SÃO PAULO E TRABALHA COMO TERAPEUTA.

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