Agora saindo do estágio de placa: pois se cada qualidade expressiva, se cada matéria de expressão considerada em si mesma uma placa ou um cartaz, nem por isso essa possa deixar de ser abstrata. As qualidades expressivas começam a entrar em relação umas com as outras ( é o que fazem as matérias de expressão), e não serão mais construídos territórios mais sim motivos e contrapontos que exprimem a relação do território com os impulsos e acontecimentos interiores (o que já existia) com circunstâncias exteriores (reter para dentro, ou ir para fora, isso podendo ser ao mesmo tempo). É no contraponto que é dada a relação com a alegria e a tristeza, com o sol, com o perigo, com a perfeição, mesmo se o termo de cada uma dessas relações não esta dado. É no motivo e no contraponto que o sol, a alegria ou a tristeza, o perigo, tornam-se sonoros, rítmicos, melódicos e etc...
O território é primeiramente a distância critica entre dois seres da mesma espécie: marcar suas distâncias. O que é meu é primeiramente minha distância. Não quero que me toquem, vou grunhir se entrarem em meu território, coloco placas. A distância critica é uma relação que decorre das matérias de expressão( Proteger-se do caos). A distância (diferença) é ritmo e não medida.
lipão/fê escreveu às
1:08:00 PM -