Estou a cem metros de casa
Sem parâmetro de distância
Cem muros à saltar
E a cada passo que dou vão dois pra trás
De trá pra frente voltando das três noites de ontem
Que me fizeram esquecer o quanto tempo fiquei aqui
Ante ontem parece anos, esse lugar é cada dia mais longe, distante da saída
e estranho de chegar
Na minha cabeça um sambinha me faz navegar na borda desse continente
E me ajuda entender esse momento de solidão, agora menos só
Aqui é território contente quando a criança esta lá, mas aqui é sorriso dormente
A dor mente, mas sabe conquistar
Esse lugar é minha maternidade
Cheira leite e tem gosto de pão
É quente e tem um cordão que estende-se em uma maternidade de duas gerações
É tão bom, e eu me sinto tão triste de estar feliz aqui
Meus sonhos são meus deuses
Eles estão me deixando
não acreditam mais em minhas promessas
Serei descrente de todos eles e ficarei esperando um herói ainda latente no útero de meu quarto
Ainda latente, ainda latente, ainda latente.......
ass: Felipe
lipão/fê escreveu às
1:39:00 PM -