"poema de verrissímo adaptado"
A primeira provocação eu agüentei calado. Na verdade, gritei e esperei. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. assim como eu.
A segunda provocação foi a alimentação que me deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamei porque não era disso. Outra provocação foi perder a metade de meus amigos e amores em vícios ou hábitos gordos de papais de familia, por doença e falta de entendimento. Não gostei nada disso. Mas fico firme. Sou de boa paz.
Foram Me provocando por toda a vida. Na escola, omições desaparecimento do pensar. Tudo bem, gosto de mágica. Mas aí me tiraram a mágica.
Na cidade, para aonde se vai, se vai com mil e sem companhia, é provocação de tudo que é lado.
Morar mal. e não ter grana. E então tem que trabalhar. Então tem que casar , conseguiu uma submulher. Tivemos subfilhos, e uma subvida que espera o amor chegar
Para conseguir ajuda, só entrando em fila. Essa ajuda que não ajuda. Estão me provocando.
Quero tudo de volta, tudo que eu gostava.... Não sei bem o que. Esse pensamento parece outra provocação. Disseram que me faltava. Passo anos ouvindo falar que alguma coisa falta. Em voltar a recuperar suas coisas. Em ter que nunca tive. Dissem que o psiquiatra ou reliosos sabem o que é!
Amanhã. No próximo ano. No próximo governo. Concluo que é provocação. Mais uma. ouvi dizer que desta vez alguma coisa vinha mesmo a acontecer. Para valer. Garantida. Te me animei. Me mobilizei. Fui brigar pelo que pudesse conseguir. Estava disposto a aceitar qualquer coisa. Só não estava mais disposto a aceitar provocação. Aí ouviu dizer que não era bem assim assim. Talvez amanhã. Talvez no próximo ano... Então protestei. Na décima milésima provocação, reagi. E ouvi espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas: - Violência, não!
lipão/fê escreveu às
3:47:00 PM -