Podemos pensar em territorialização da mesma maneira que os animais fazem ao urinar em determinados locais, usando sua urina como assinatura. O canto dos pássaros também. Em música podemos pensar que os modos gregos e todas as escalas são territórios sonoros existenciais, são determinações de alturas ( freqüências sonoras, notas), os dedos tem locais pré determinados para caminhar, o mesmo para a voz ao estar afinada ( território tonal). Os ritmos e escalas hindus, provinciais e regionais e qualquer manifestação cultural assim como os gêneros e estilos no tempo são territorializados.
O ritornelo também caminha por outros lugares, as funções amorosas de sedução, a profissão , as posições sociais ( sejam elas qual forem) também são territórios. O territorializado sempre pisa na mesma terra, ele tem um continente, mesmo que "espiritual" ele sempre esta em relação essencial com um natal e um nativo. Ele é como uma musiquinha, é uma formula melódica que se propõe ao reconhecimento e permanecerá como base ou solo da polifonia. O território é uma lei, é uma distribuição de espaços e uma distribuição no espaço, sendo assim um ethos, mas o ethos é também morada.
continua...
lipão/fê escreveu às
11:22:00 AM -