Quanta névoa eu trouxe comigo que quase não acreditei.
Não me identifiquei quando cheguei e vi que as flores que amamos estavam lindas, com frescor e claridade
A névoa quase que artificial, quase que cortina vinha comigo praticamente rindo, tapando minha cara de idiota ao ver a arquitetura do nosso amor construída com uma dedicação invejável
Nosso entre dois, nosso filho, nosso espaço, nossa amável diferença...
Nem a linda natureza que criamos se atreve atacar
A névoa que trazia invadia o meu estado, nosso estabelecimento
A névoa era a poesia que trazia
Eu a engoli escondendo-a no peito
Poesia de ontem a noite, tão boa, que me faz tão bem e que me faz vanguarda
Mas a trago disfarçada de homem, para que seu sexo não faça mal a nossa música que cantamos delicadamente ao redor do nosso ninho
É tão reconhecível o nosso amor!!
A névoa invadia meu corpo inteiro. Quem mandou engoli-la!
Ela esta dificultando o nosso ar e nos fazendo diferentes
Ainda estamos protegidos. A poesia, a provável culpada por essa névoa esta bem guardada na minha carteira em uma combinação de números
Enquanto escondo uma revolução de uma nova ética sangüínea , uma nova constituição fêmea, uma forma em corpo poético. O meu novo estilo literário
- Amor?!!
-Sim!?
-Hoje eu vou sair
-Pra onde?
-Existe um esconderijo de brancura onde gotinha de pigmentação tem sabores doces
-E?
-É lá que fico bem para escrever. E você sabe como são os poetas né?
-Sei, sei....
lipão/fê escreveu às
4:46:00 PM -