Todo o meu esforço canalizo para a vida.
Não para o equilíbrio, não para as certezas.
Caminho suportando nas costas todo o peso da desesperança, pois que a esperança, é ridículo, dramático, que a humanidade ainda precise de tê-la.
Esperança em quê?
Em remédios que curem?...
Em poemas que se dão de mão em mão?
E as cartas sem resposta?
E os becos sem saída?
E a nova hipocrisia?
E o deus-dinheiro que nos espreita a cada esquina?
... e a África?
E a América Latina?
...E todas essas universidades e tantos analfabetos?
..Toda gente sabe a extensão da verdade: surpreendendo a paisagem esfomeada, o gatilho já não precisa do dedo de ninguém.
lipão/fê escreveu às
9:38:00 AM -