Tudo que é produzido pela subjetivação capitalística- tudo o que nos chega pela linguagem, pela família e pelos equipamentos que nos rodeiam ? não é apenas uma questão de idéia, não é apenas uma transmissão de significados por meio de enunciados significantes. Tampouco se reduz a modelos de identidade, ou de identificações com pólos maternos, paternos e etc.. Trata-se sistemas de conexões direta entre grandes máquinas produtivas, as grandes máquinas de controle social e as instâncias psíquicas que definem a maneira de perceber o mundo. As sociedades "arcaicas," que ainda não incorporaram o processo capitalístico, as crianças ainda não integradas ao sistema, ou as pessoas que estão nos hospitais psiquiátricos e que não conseguem ( ou não querem ) entrar no sistema de significações dominantes ? o que não quer dizer que a natureza de sua percepção dos valores e das relações sociais seja caótica. São outros modos de representação do mundo, sem dúvida muito importantes para elas: sua importância poderá se estender a outros setores da vida social, numa sociedade de outro tipo.
lipão/fê escreveu às
3:14:00 PM -