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Sexta-feira, Março 25, 2005

homenagem a Nise da Silveira

Juliana Lopes Colaboradora de UOL Corpo e Saúde -->

Até a década de 50, aplicar choques elétricos, fazer lobotomia, internar pacientes à revelia e confiná-los em ambientes inóspitos, eram práticas do cotidiano da psiquiatria brasileira, para o tratamento de doentes mentais. Há um século - que se completou no mês passado, no dia 5 de fevereiro - nascia uma mulher em Maceió (Alagoas) que mudaria radicalmente a maneira de lidar com a esquizofrenia no país. Inconformada com o sofrimento que os tratamentos em voga na época provocavam nas pessoas, já submetidas ao fardo da doença, do preconceito e da marginalidade, a psiquiatra Nise da Silveira conseguiu mostrar que existia maneira mais simples e eficaz de melhorar o quadro mental dos pacientes, criando um novo conceito de terapia ocupacional. A terapia ocupacional, que até então consistia em ocupar (como o nome sugere) de qualquer maneira o paciente, foi transformada por Nise em um método em que o doente materializa o problema artisticamente com desenhos, cores e formas, ou com alguma tarefa que o faça sentir-se centrado e útil. O resultado? Os pacientes se sentem aliviados de suas angústias, os médicos conseguem compreendê-los e conhecê-los melhor, e o tratamento com remédios ganha um poderoso aliado. Deu tão certo, que na década de 60 a terapia ocupacional passou a ser reconhecida oficialmente como tratamento médico.
Nise da Silveira morreu em 1999 deixando não só suas idéias avançadas, mas um legado de instituições e projetos que deram certo.
Em 1946, dez anos depois de ser presa como comunista, criou a pioneira "Seção de Terapêutica Ocupacional" no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro (atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira).
Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente (também no Rio), que reúne obras produzidas nos ateliês inicialmente criados pela psiquiatra. O museu funciona até hoje e é um grande acervo de arte com cerca de 350 mil obras entre pinturas desenhos e gravuras, constituindo uma das maiores e mais diferenciadas coleções do gênero no mundo. Artistas plásticos com reconhecido talento - cujas obras já participaram de exposições como a Mostra do Redescobrimento (mega evento artístico em homenagem aos 500 anos do Brasil) - estão entre os pacientes com trabalhos no acervo do museu, como Fernando Diniz, Adelina Gomes, Emygdio de Barros, Carlos Pertuis, Raphael Domingues e Arthur Amora. A arte que curaQuatro anos depois de fundar o Museu de Imagens do Inconsciente, Nise da Silveira criou a Casa das Palmeiras, uma clínica que funciona até hoje sem internações, com tratamento focado em terapia ocupacional através de produção artística. É um local em que os pacientes são indicados pelos profissionais que os tratam, mas vão até lá se quiserem e não são obrigados a ficar. Muitos participam: a produção é intensa.

"A arte é um instrumento fantástico, um aliado muito poderoso num tratamento. Tinha um paciente, por exemplo, que criava umas esculturas que formavam um exército de guerreiros egípcios em argila. Mostrava daquela forma que queria se defender", conta a arte-terapeuta da Casa das Palmeiras, Glória Thereza Chan. "Nosso papel como artista plástico é fornecer ferramentas para que os psicólogos consigam enfocar os medos, as angústias, além de fazer com que o paciente tenha a auto-estima elevada por conseguir produzir alguma obra", explica a artista Andréa Gandolfi, formada em arte-terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae, da PUC-SP.

A influência de Jung

A médica chegou a se corresponder com o renomado psicanalista suíço Carl Gustav Jung. "A doutora Nise mandou uma carta para Jung em 1954 com fotos dos desenhos do pacientes para saber se eram mandalas, o ponto central do estudo dele. Ele respondeu que sim", lembra a psicóloga e coordenadora dos projetos do Museu de Imagens do Inconsciente, Gladys Schincariol. A partir deste contato, Nise da Silveira resolveu criar o Grupo de Estudos C.G. Jung, com o intuito de pesquisar a terapia ocupacional e a importância das imagens para os esquizofrênicos.

A terapia hoje

"Comparar a psiquiatria de hoje com a de cinqüenta anos atrás é como comparar um avião moderno a um teco-teco", diz o psiquiatra Luiz Salvador de Miranda Sá Jr., chefe do serviço de psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande (MT) e membro do conselho Federal de Medicina. Remédios para conter surtos psicóticos e salvar pacientes de depressão só apareceram depois da década de 60 e só nos últimos vinte anos foram aperfeiçoados. O eletrochoque, que era aplicado à revelia e causava uma dor intensa, mudou completamente, apesar de ser ainda rejeitado por alguns especialistas. Só é receitado em casos raríssimos: o tratamento é caro, bem mais preciso do que antigamente e aplicado apenas com anestesia geral, para evitar o sofrimento. A lobotomia, que significa retirar partes físicas de algumas áreas do cérebro, evoluiu para a psico-cirurgia, também indicada em casos raríssimos, com muita ressalva por parte de alguns médicos. "A principal mudança é que, há cinqüenta anos, esses procedimentos eram utilizados em abundância, sem o menor critério", explica. "Mesmo antes de existir qualquer medicação para as doenças mentais, a doutora Nise da Silveira conseguiu resultados tratando pacientes como gente", completa o psiquiatra. Hoje, há tratamentos que aperfeiçoaram este conceito. É o caso do "Projeto Reação", do Hospital das Clínicas, em São Paulo, coordenado pelo psiquiatra e professor da USP, Wagner Gattaz. Lá, os pacientes, além de se tratarem, ganham salários pelo que produzem. "Mesmo com a eficácia dos remédios, alguns pacientes têm dificuldade de se reintegrar na sociedade. Por isso, é importante dar ferramentas para que tenham alguma ocupação até se inserirem no mercado de trabalho novamente" diz Gattaz. O número de "pacientes estagiários" remunerados ainda é pequeno, mas a idéia é que o projeto cresça.A influência de Nise da Silveira no tratamento de doentes mentais chegou até ao Congresso. Na década de 80, antes de escrever o projeto de lei federal de reforma psiquiátrica, o deputado Paulo Delgado, do PT, procurou Nise para conversar a respeito do que seria ideal num tratamento psiquiátrico. A lei foi aprovada em 2001 e continua em vigor.

lipão/fê escreveu às 2:16:00 PM -


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