Esses homens dados a convulsões intelectuais, impacientes e sombrios consigo mesmos, como Byron ou Afred de Musset e as vezes ate eu como quis ser, que em tudo que fazem semelham cavalos desembestados, e que obtem de sua própria criação apenas um breve ardor e prazer que lhes rebenta as veias e, em seguida, um vazio e amargo tanto mais invernais, como podem suportar isso em si? Eles anseiam pela dissolução num fora de si; se, como tal sede,se o individuo é cristão, ele objetiva dissolver-se em Deus, torna-se um com ele; se é Shakespare, satisfaz-se apenas ao consumir-se em imagens da vida mais plena paixão; se é Byron, anseia por atos, pois estes no subtraem de nós mais ainda que pensamentos, sentimentos e obras. Então o ímpeto à ação seria, no fundo, fuga de si?- perguntaria Pascal. De fato! Nos mais altos exemplos do ímpeto à ação pode-se demonstrar essa tese: consideremos, com o saber e a experiência de um alienista, como deve ser- que quatro dos homens mais sequiosos de ação de todos os tempos foram eplépticos ( Alexandre, Cesar, Maomé e napoleão) : e que também Byron sofria desse mal.
lipão/fê escreveu às
11:31:00 AM -