Quando percebo-te e eu poesia, percebo-nos.
Recito qualquer poema, qualquer poema.
Em devaneio de amor não os tenho décor, nem os lembro.
Pecebo-te, e poesia recitam-me.
Quando você em mim sucita-se
Percebo-te
Poesia invade-me
Tudo vem e tudo quero caber entre nós
Junto somos vida toda
Todos os lugares existem quando existo você
Por isso não lhe duvido e nem desconfio de mim
Nem mentira, nem delírio, nem fantasia...
Antes de isso um vir a ser de nós
Reviravolta e volte meia eu
Mais uma meia volta tu e no meio sempre nossos nós
E fora do nosso eu sempre vós
Gira mais um pouco o eixo, nosso produzir.
Quando percebo-te , percebo-te eu de eus e eu quase não sou
Em percepção em percepção atuo amor
Que só são nós de nós
Que bela voz é nosso expresso endereçado para o para
E por é isso: poesia no onde você eu existo
Percebo-te nós em eu e eu percebo-te poesia
E eu poesia
lipão/fê escreveu às
7:16:00 PM -