Não tenhas nada nas mãos
nem uma memória na alma,
que quando te puseremnas mãos o óbolo último,
ao abrirem-te as mãos nada te cairá.
Que trono te querem dar
que átropos to não tire?
Que louros que não fanemnos arbítrios de minos?
Que horas que te não tornemda estatura da sombra.
Que serás quando fores na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol.
Abdicae sê rei de ti próprio.
lipão/fê escreveu às
1:38:00 PM -