Para alguns povos antigos, a idéia de ser objeto de compaixão causa um problema moral: significa não Ter nenhuma virtude. Oferecer compaixão equivale a desprezar: não se quer ver sofrer alguém desprezível, isto não oferece prazer. Ver sofrer um inimigo que se reconhece como igualmente valoroso e orgulhoso, e que em meio a suplícios não abandona seu orgulho, ou a qualquer ser que se recusa a clamar por compaixão, isto é, pela mais vergonhosa humilhação- eis o maior dos deleites, nele a alma do selvagem ou antigo alcança a admiração: enfim ele mata o indivíduo assim valente, quando pode faze-lo, dando a esse indomável a sua última honra: caso ele chorasse, perdesse a expressão de frio sarcasmo, mostrando-se desprezível- então lhe seria permitido viver, como um cachorro ele não mais incitaria o orgulho do espectador, e em vez da admiração apareceria a compaixão
1)não parece que a sociedade capitalista que gosta de construir atos heróicos não mobiliza a compaixão como fator econômico e de publicidade o tempo todo? Por exemplo: muitas pessoas falam em ser ricas e fazer algo para instituições de carência, como: doando e não dando estrutura econômica e administrativa para que essa auto se sustente dentro de um mercado econômico, mas sustentam a economia publicitária ( Criança esperança) e o "ato Deus" que é o bom garoto, o músico famoso preocupado com a sociedade e também nos doadores no farol e etc...
2)Não parece que virou um ato corajoso pedir? Pode a te ser, mas o argumento que alguns profissionais da área usam é assustador. Por exemplo: - Eu poderia estar roubando. Mas não, estou vendendo balas para sustentar minha família. ( então por favor comprem antes que eu resolva assaltar!!) e nos incriminar como culpados? Ou " playboys" que devemos ser solidários a eles? Devemos admirar alguém que não quis ser ladrão? Ahhhh, já sei somos escravos que agora temos mais um dever, ajudar a miséria a ser menos miserável, pois é culpa nossa né?
lipão/fê escreveu às
3:27:00 PM -